FRASES PARA PENSAR E VIVER...


Toques de Sabedoria!
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Lembro-me bem que em minha infância minha mãe brincava conosco dizendo assim: “Cadê o dinheirinho que estava aqui? O Gato comeu”.  E apesar da simplicidade da brincadeira, divertíamo-nos bastante. Na edição anterior defendemos que Políticas Públicas podem ser definidas como conjuntos de programas, ações e atividades desenvolvidas pelo Estado e, que englobam planejamento, gestão participativa e democrática, decisão política, orçamento de recursos e estratégias. Além da implementação ou execução da Política Pública, há necessidade de fixar os objetivos e as metas de acompanhamento e, finalmente, efetivar a avaliação final dos programas e projetos, com dados objetivamente mensuráveis.
Infelizmente, não se percebe grandes mudanças estruturais, nem muito menos sociais, nos municípios do Vale do Curu, pela aplicação de fartos recursos que recebem há mais de 30 anos advindos dos royalties do petróleo extraído de nossas 09 plataformas que jorram o óleo precioso dia e noite. Diz o Nonato, que “há 30 anos jorra dinheiro de petróleo no Paracuru e, tal recurso não foi investido nem para a compra de uma chave de fenda para ensinar a alguém a apertar um parafuso”. 

Em sua simplicidade, apesar de hoje ser um profissional respeitado, que estudou e morou em São Paulo, e decidiu voltar à sua terra para ensinar jovens a trabalhar, ele demonstra clareza de ideias, e exerce seu poder de cidadão ao cobrar explicações do poder público quanto aos resultados dos recursos recebidos em mais de 30 anos da Petrobrás. Onde está o dinheiro do Petróleo? Será que foi investido na estrada que “o vento levou”, segundo afirmou um gestor de Paracuru para tentar escapar de uma auditoria? Ou teria sido aplicado em obras superfaturadas, para enriquecimento patente de alguns poucos fornecedores das prefeituras locais? Ou como na brincadeira do meu tempo de criança, podemos dizer que no caso de Paracuru e vizinhança o GATO comeu o dinheiro do petróleo? O Nonato, filho de pescador,  por denunciar este descaso foi perseguido, e teve que mudar seus cursos profissionalizantes de Paracuru para Pecém, deixando os jovens da cidade órfãos de profissionalização e abandonados em seu futuro profissional. Penso, no entanto, que não só as palavras dele indagam onde está o dinheiro que jorra mensalmente das plataformas, mas todos os cidadãos de Paracuru e cidades vizinhas querem entender os motivos de tais prefeituras contarem com fartos recursos por rendas extras, e os mandatários dizem não ter dinheiro para implantar as políticas para a melhoria de vida do povo.
Alguns municípios até melhoraram sua estrutura, como no caso de Paracuru, onde praças e calçamentos estão por todos os lados, mas segundo mostra o Portal da Transparência, quase a totalidade dos recursos investidos em infra-estrutura vieram de convênios federais e emendas de um parlamentar local, hoje Senador da República. Enquanto isto, o povo que não come pedra e nem tem renda mínima para curtir as praças que servem, principalmente, para os turistas desfilarem.
O fato é que os pais de família e seus jovens filhos clamam por mais cuidado, enquanto isto, os gestores se dizem satisfeitos em enfeitar a cidade e fazer calçamento até morro acima e praças para turistas passear e desfrutarem de nossas belezas naturais, enquanto a juventude abandonada espera por mais oportunidade e cuidado dos gestores públicos. Afinal, o povo espera que nenhum GATO venha devorar seu futuro. Resta uma esperança: que o povo fique atento e como um cão de guarda espante pelo voto os GATOS e os RATOS que durante décadas enricaram, mantiveram-se no poder (hora gato e/ou hora rato) e corroeram os recursos públicos das prefeituras locais.

Galba Freire Moita, MSc. (A VOZ DO BEM)
Pós-Graduado em Administração Pública
Professor de Gestão e Saúde Pública

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